https://www.facebook.com/oliveira.vilmasantos em 07.12.2012
Quando eu nasci, em 1959,
o mundo já estava assentado em bases novas - pós guerra.
Minha infância, eu não me lembro,
deve ter sido regada a rock e boleros.
Minha memória só reteve Luiz Gonzaga em inúmeros forrós
e Vilma que meu pai insistentemente não parava de ouvir.
Tudo deve ter corrido bem até a idade adulta pois
na memória Ram
ficaram somente alguns poucos fragmentos de existência e
o único fato realmente alarmante
é que quando meu filho mais velho nasceu
ocorreu um acidente nuclear.
Aos quarenta anos a bipolaridade me visitou e
ainda não foi embora, graças a Deus
pois quando eu era uma eu era muitas
e buscava o Um e não encontrava nada.
O tédio passou, a angústia passou,
o colorido chegou.
E esse texto pretende ser uma elegia às cores:
todas tão intensas, vibrantes, individuais na própria individualidade.
E quando o escuro chega
e ele chega às vezes
ele não tem 50 tons de negro,
nem de cinza,
nem de grafite.
Ele chega negro,
intenso,
profundo.
Mais ai, ai é uma outra história, para uma nova postagem!
Essa é a minha nova vida.
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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós.
Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós”
- Antoine de Saint-Exupéry
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