quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

A ausência

A ausência de presente nos leva a uma ausência de futuro




e de perspectivas futuras.


A ausência de fidelidade para com os compromissos assumidos nos leva a termos ausência de amigos fieis,

o riso fácil é a base da solidão e,

o deboche, a base da desilusão.

 

A prioridade da carne é a alma. A da alma é o espírito.

A prioridade do espírito é ser, realizar, alcançar.





A culpa não é das estrelas pois no céu nossa união é indissolúvel mas na carne, na alma, essa união só se mantém com compromisso, renovação dos votos diariamente. E muito amor.





Planejar é mais ou menos fácil,
Combinar é mais ou menos fácil, 
Concordar é mais ou menos fácil, 
Se associar é mais ou menos fácil.







A força do espírito só se mostra em ações diárias quando assumimos a difícil tarefa de sermos plenamente responsáveis por nós mesmos, por nossos erros e acertos e, pela parte que nos cabe nas associações que fazemos.












Sejamos hoje o melhor que queremos ver realizado no mundo, em nós e naqueles a quem amamos.



Vilma dos Santos de Oliveira
A Toca, 25 de Dezembro de 2.014DC.
Tatuí, São Paulo.


 













Kryon - A forma como a sincronicidade funciona




O Homem e o Mundo





O Homem conhece o mundo e o vivencia através dos órgãos dos sentidos externos. Pode-se dizer que o corpo sente o mundo e o mundo deixa impressões no corpo – as sensações.

A sensorialidade física impulsiona o homem a se colocar diante do mundo – primeiro como predicado, aquele que sente e é atingido pelo mundo. Depois, como sujeito da ação.

Nesse instante, a sensação sentida transforma-se em emoção percebida.
Diante do mundo, sentindo o mundo e sua ação sobre ele, o homem percebe a relação entre a ação do mundo sobre ele e o seu sentir em relação à ação do mundo sobre si – o que é bom e agradável ou o impulsiona a fugir, o que é confortável, aconchegante ou amedrontador, o que lhe dá prazer ou insegurança.

O impulso seguinte é o desejar . Desejar sentir o mundo da maneira que o apraz. Nasce aqui o primeiro sentido interno – o querer.
Mas o mundo não oferece ao homem somente as sensações desejadas, então, em um ímpeto de proporcionar a si mesmo as condições ao seu próprio bem estar o homem passa a fazer – o segundo sentido interno.

Assim o homem, munido de sua sensorialidade e emocionalmente movido pela busca de seu bem estar começa a interferir no mundo, a criar condições para que o mundo seja de acordo com o seu recém nascido desejo. O sentido, o novo sentido para transformar o mundo ao seu bem querer é a vontade.

O instinto foi sua primeira ferramenta. O saber herdado de seus antepassados, o saber biológico gravado em sua memória celular proporcionou sua existência no mundo. Essa existência lhe proporcionou conhecer o mundo e a si mesmo em relação a ele. Sentir, perceber, desejar, fazer.

A vontade nasce da interação interna entre o homem e o mundo. É a qualidade dessa interação interna que dará ao homem o seu sentido de capacidade de interferir no mundo. Nasce então o pensar o mundo. O homem vê a si mesmo como capaz de criar condições de existência .

Ao pensar o mundo o homem desenvolve um novo sentido interno – a mente, analítica e concreta e em posse desse sentido o homem cria. Analítica e concretamente o homem cria no mundo o seu sentir, munido de seu querer e de seu fazer, movido por emoções e desejos e tendo como alavanca de ação a sua vontade.

O conhecimento humano, toda sorte de filosofias, cálculos e soluções estão alicerçados na sua descrição do mundo. Toda a intervenção humana no mundo tem como base a sua descrição do mundo.

Em posse de sua capacidade mental concreta nasce no homem um novo sentir – o apego.
O primeiro sentir referia-se a lutar ou fugir, gostar ou não gostar. Um sentir alicerçado em sua sensorialidade e emoções. Nascidas da sua própria existência no mundo e da necessidade de existir no mundo. Referia-se a ser e continuar sendo, viver e sobreviver.
Agora, com sua capacidade de criar no mundo as suas próprias e necessárias condições de existência e empregando a sua vontade, o homem é capaz de manter o mundo da maneira mais apropriada para si mesmo, para as suas condições pessoais de existência, internas e externas.

Sentindo o mundo o homem o avalia.
Avaliando o mundo o homem o quer.
Querendo o mundo o homem o julga.
Julgando o mundo o homem o cria.
Criando o mundo o homem pesa a si mesmo diante do mundo.


Olhando a sua interferência no mundo, analisando sua interferência e sua relação com e no mundo, o homem abstrai e o abstrato o leva de volta – a pensar o mundo de uma maneira diferente.

Esse novo pensar o mundo, esse derramar-se sobre o que é abstrato, não cognoscível pelo pensar analítico e concreto, leva o homem a adquirir mais uma ferramenta interna – o pensar abstrato, um novo estado de mente.
O alicerce dessa mente recém nascida também é o instinto. O instinto do saber. Formado pela somatória de todas as formas de interação entre o homem e o mundo. Atual e passado. Herança cultural herdada e transmitida.

Ao pensar o mundo, racional e abstratamente, o homem o percebe imenso, incomensurável. Percebe a sua inserção no mundo e a mede.

Julgando o mundo o homem cria.
Criando, o homem pondera.
Ponderando, o homem mede.
Em posse das medidas do mundo o homem infere.

Ao inferir, o homem divide.
Ao dividir o homem prospera.
Prosperando, ele age.
Agindo, ele cansa.
Cansado, ele pensa
E pondera.

As inferências, as ações do homem sobre o abstrato do mundo criam nele o movimento. Agora o homem não é só o agente da ação que, com suas ferramentas transforma o mundo, molda o mundo de acordo com suas necessidades, sentires e quereres. Agora o homem se move. Ele entra e sai do abstrato e realiza no concreto o fruto do seu pensar, raciocinar, analisar e ponderar. Agora ele realiza no mundo, age, cria e transforma, movido por suas inferências.

Um novo sentido nasceu – a realização. Realizar é algo além de fazer, de criar. Ele é impulsionado a realizar o certo. A fazer e criar o certo.
Agora o homem tem em seu poder a volição.
Conhecendo (inferindo) o tamanho do mundo ele sai da órbita de seu próprio umbigo e vê a si mesmo como pertencente ao mundo, inserido num contexto maior do que si mesmo e suas necessidades pessoais, internas e gregárias.

Ao inferir sobre o mundo o homem o divide. Particiona.
Ao particionar o mundo o homem o estuda, concreta e abstratamente.
Ao estudar o mundo ele se apercebe de si mesmo. E o homem insere-se no mundo. Não mais de forma reativa. Conscientemente.

Nesse ponto, munido de seu instinto de saber, podendo não só transformar o mundo mas também se movimentar por ele, o homem descreve novas órbitas de ação. Órbitas essas que abrangem suas ações passadas e presentes e seus anseios futuros.

Ao inferir o mundo o homem o divide,
O estuda,
O conhece.
O mundo volta a ser inteiro, conhecido e alcançável.



 Tendo pensado o mundo o homem novamente o descreve. Em posse dessa nova descrição de mundo (não mais reativa) e, tendo a si mesmo inserido nesse contexto (de totalidade entre ele e o mundo), o homem se põe em movimento. Ele é capaz de perceber a si mesmo no mundo e com o mundo, buscando soluções, questionando o mundo, agindo, pensando, descansando.

Agora o mundo é um. Estático, concreto. O homem é multidisciplinar, multi tarefas. Ele pensa, sente, pondera e reage. Ele faz e cria. Inserido no tempo e na espacialidade do mundo e de si mesmo.
A intuição, seu mais recente instinto de saber, nascida de suas inferências e ponderações sobre o abstrato, o incognoscível e o incomensurável, coloca o homem diante de potenciais inexplorados, de potencialidades e possibilidades infinitas. E o homem quebra as barreiras do concreto, do analisável, do mensurável. O conhecer o mundo se torna oceânico, planetário. Como o mundo já havia sido medido, pesado, e ponderado o homem, então, novamente, se põe diante dele. O incomensurável mundo e ele mesmo. Novamente o homem se põe diante de si mesmo.

O homem e o mundo.
O mundo e o homem.
A movimentação do homem, impulsionada por seus instintos, o leva a, inserido no mundo, buscar ser. Ser, para o homem, é realizar seus potenciais inexplorados.

Nesse ponto o homem e seu saber se tornam um. Ele reconhece o alcance de suas ações, o alcance de suas interferências no mundo. O saber agora é conhecimento e o homem, consciente; ainda é agente de ação mas a ação extrapolou a órbita de si mesmo; alcançou as esferas do saber e juntos, derrubaram as fronteiras que separavam o homem de si mesmo, dos outros seres e do mundo.

Ser. Ter. Fazer. Querer. Ser.

Saber. Fazer. Querer. Ser.
Saber fazer. Fazer. Ser.
Querer ser. Ser. Sou.

O movimentar-se no mundo – os passos da dança do homem no mundo, através do mundo e de si mesmo. Agora o homem acessa o mundo dentro dele. Alcança mais um saber. Saber dentro de si – o que o mundo fez a ele enquanto ele reagia ao que o mundo fazia com ele. Tendo medido o mundo o homem o mensurou e o conheceu. Conhecendo o mundo o homem mensurou a si mesmo. E a cada ciclo dessa dança uma nova descrição de mundo o homem alcançava.

O homem.
O mundo.
O Tempo.
O Espaço.
A dança da ação e da interação,
do homem no mundo,
do mundo no homem.
 
O compasso marcado pela interação de ambos, um com o outro, o outro com o um.
Agora o homem olha para si mesmo e olha para o mundo. Novamente um diante do outro, medindo e ponderando, inferindo e sentindo. O homem vê o que passou consigo, com o mundo e o que um interferiu no outro, para o outro, apesar do outro.

Nessa medição alternada, entre o homem e o mundo, alternados foram os instrumentos dessa medição:
o instinto básico, de preservar-se e manter-se – que lhe proporcionaram estar e permanecer no mundo,
os sentidos externos, sua sensorialidade - que lhe possibilitou descrever o mundo e agir nele através do sentir ;

os sentidos internos, seu instinto de saber (concreto e abstrato) – que o levou a criar no mundo, com o mundo, para si e para o mundo.

E o homem despertou para a matemática da ação. Somando-se, o homem subtraia o mundo. Reativo. Excludente. Somando o mundo ele percebia a si mesmo como tendo sido subtraído de seus potenciais inexplorados.

O homem,
O mundo.
O tempo.
O homem, o mundo,
O espaço.
O mundo, a matemática do mundo;
Somar e subtrair, dividir e multiplicar – a dança cíclica do compasso do homem no mundo.

Contemplando os passos dessa dança, marcando o compasso de sua movimentação ativa, consciente, ele percebe então espaços vazios. Um breve silêncio entre um passo e outro, entre um compasso e o seguinte. E o homem para. Silencia no exato instante do silêncio do mundo. E nasce assim a consciência que, por ausência de parâmetros comparativos, reativos ou analíticos, o homem chama de meta, de extra – o saber que advém de algo muito distante do conhecimento que ele tem de si e do mundo. O vazio e o silêncio dão ao homem um novo sentido – além da ação. Ele agora é capaz de elaborar . Elaborar seus conteúdos internos e sua ação no mundo sem confrontá-los com o mundo e é capaz de elaborar sua relação com o mundo sem sentir-se confrontado por ele.

A reação do homem ao mundo gerou a ação,
A ação do homem no mundo gerou conhecimento,
O conhecimento gerou ação;
Esta gerou valores
Estes geraram ações matemáticas, cálculos e ponderações
O cálculo gerou conhecimento
Este gerou saber
O saber uniu o que o instinto dividiu
A união gerou silêncio, vazio
O vazio gerou a consciência

Pela primeira vez o homem entra em fase com o mundo. Sem polaridade. Não ação. Não ser.
Não reativo, não ativo.
Positivo – em fase com o mundo.

Ser no mundo
Fazer no mundo
Querer o mundo
Sentir o mundo
Estar inserido no mundo como criador – na ação
E criatura – na não ação
Ser total na totalidade do mundo, agora descrevendo uma dança a dois.
Aceitação – o seu mais novo sentido na sua inter-relação com o mundo.

Nesse movimento em busca de sua realização no mundo e com o mundo o homem derruba as fronteiras da sua psicologia interna – ao deixar de ser reativo, no vazio e em silêncio, ele finalmente unifica o seu conteúdo interno, feito de sentires e quereres e, encontra dentro de si mesmo a harmonia dessa dança entre ele e o mundo. O homem reconhece essa harmonia interna como sendo o seu espírito imortal e o reconhece como tendo sido o seu espírito primeiro, o que sempre o instigou, sempre o impulsionou a agir, a querer estar no mundo, com o mundo e realizar suas ações no mundo como sujeito de ação.

Agora o homem diz: Eu Sou e o seu saber é de que ele é um com o espírito. Esse é o resultado de suas investidas desde que seus pés tocaram o abstrato.
O homem, investido em seu espírito (um extra-homem, meta-humano) e, de posse de suas ferramentas internas e externas coloca-se novamente diante do mundo e o mundo se coloca diante dele. Dois seres trocando um olhar incomensurável, incognoscível, atemporal. O homem vê o mundo – o mundo é novo aos seus olhos. O mundo vê o homem – o homem é novo.

Diante do mundo o homem vê o mundo e o mundo é novo pois nova é a sua descrição de mundo. Nova é a sua capacidade de agir sem interferir. Nova é sua capacidade de elaborar – sem criar o oposto, sem atrito. Mas novo também é o compasso dessa nova dança – o compasso includente. Agora o homem se encontra com acesso ao seu potencial de infinitas possibilidades e tem acesso às infinitas possibilidades do mundo. E o homem tem agora um novo sentido de saber – a escolha. Ele é capaz de escolher agir em infinitas possibilidades. De sentir em infinitas proposições. De buscar em infinitas fontes. De querer, de não querer, de parar, continuar, fazer e não fazer. As infinitas possibilidades se estendem ao infinito, para além da matemática e dos cálculos possíveis. Agora o extra-homem tem a escolha, a proposição de estar com o mundo – sua aceitação e harmonia lhe permite conversar com o mundo, considerar
a si mesmo sócio do mundo, um meta humano – capaz de compartilhar suas infinitas possibilidades com as ilimitadas possibilidades do mundo. Essa sinergia entre o homem e o mundo, a total aceitação dos ditames de um e do outro estão a criar a uma nova psicologia – o inter relacionamento do homem em sociedade com o mundo e um novo campo do saber – o conhecimento gerado pelos saberes de um em sociedade com o outro.
v       


Vilma dos Santos de Oliveira
A Toca, 25 e 26 de Fevereiro de 2.015DC.
Tatuí, São Paulo.







sábado, 7 de fevereiro de 2015

Sobre Euforia, Depressão e Pânico

  • – SAMÁDHI PÁDÁH – TRILHA DA HIPER CONSCIÊNCIA


    (Trecho retirado do livro Yôga Sútra de Pátañjali, DeRose)


    I – 1
    “Agora, o ensinamento do Yôga.

    I – 2
    Yôga é a supressão da instabilidade da consciência.

    I – 3
    Quando isso é alcançado, o observador conscientiza-se da sua própria identidade.

    I -4
    Caso contrário, ele se identifica com a instabilidade.

    I – 5
    A instabilidade é de cinco tipos, alguns dolorosos e outros não-dolorosos.

    I – 6
    São eles: conhecimento correto, conhecimento equivocado, conhecimento baseado na imaginação, no sono e na memória.

    I – 7
    O conhecimento correto é obtido pela percepção, pela dedução e pelos relatos de reconhecida autoridade.

    I – 8
    O conhecimento equivocado é o que se baseia na aparência e não na natureza real.

    I – 9
    O conhecimento baseado na  imaginação é causado por palavras destituídas de realidade.

    I – 10
    O conhecimento baseado no sono é aquela instabilidade que se estabelece na ausência de perceptibilidade.

    I – 11
    A memória é a não-extinção de experiências passadas.

    I – 12
    Todas essas instabilidades são controladas através de abhyása (prática diligente) e de vairágya (desprendimento).

    I – 13
    Abhyása (a prática diligente), consiste no enérgico afã de conquistar a estabilidade.

    I – 14
    Esta, porém, alicerça-se solidamente só com a prática diligente cultivada por um longo tempo, sem interrupção e com profunda dedicação.

    I – 15
    Vairágya (desprendimento) é quando subjulga-se a compulsão pelas dispersões que venham a ser vistas ou ouvidas.

    I – 16
    Isto proporciona a mais elevada consciência do Homem (Púrusha), no qual cessam os gunas (atributos).

    I – 17
    Atinge-se, então, o samprajñáta samádhi (ou primeiro estágio da hiperconsciência) que compreende racionalidade, discriminação, felicidade e noção do eu.

    I – 18
    Há outro estado (asamprajñata samádhi), alcançado pela prática constante, no qual ocorre a cessação da instabilidade e o único que permanece são os samskáras (impressões residuais de experiências vividas no passado).

    I – 19
    Esse estado pode ser obtido por nascimento, por extra-sensorialidade ou pela dissolução da Prakrti.

    I – 20
    Outros atingem o samádhi por meio da fé, da energia viril, da memória e do conhecimento.

    I – 21
    Ele está próximo para os que o anseiam com intensidade.

    I – 22
    Os frutos desse anseio serão proporcionais à sua intensidade, seja ela branda, média ou forte.

    I – 23
    Ou também pode ser obtido (o samádhi) através da auto-entrega.

    I – 24
    Íshwara é um Púrusha especial, não afetável pelas aflições, nem pelas ações ou suas consequências e nem por impressões internas de desejos.

    I -25
    Nele está a semente da onisciência.

    I – 26
    É também o Mestre do mais antigos Mestres, pois não está limitado pelo tempo.

    I – 27
    Ele é conectado pelo mantra OM (Pranava).”

     https://lucianeogata.wordpress.com/2011/04/18/samadhi-padah-trilha-da-hiperconsciencia/





    Sabe aquele ditado que diz que o que você mais procura está bem na frente dos seus olhos?
    Pois é. Foi assim que aconteceu
    Procurei o samadhi. O Nirvana. Queria realizar que a vida era Lila. Queria a extra sensorialidade.
    Até que num dia uma outra realidade se abriu diante de mim. Isso mesmo.
    Comecei a "ver" pessoas que estavam a quilómetros de distância, a conversar com elas.
    Comecei a "perceber" dimensões dentro da normalidade aparente.
    Foi tão simples e tão dentro da normalidade que não coube dentro da visão que eu tinha de samádhi, de nirvana.
    Hoje eu sei que não foi um sááámaaadhi.
    A semente da ignorância persistiu, não se iluminou.

    Todas as instabilidades de que Pátañjali fala, dolorosas e não-dolorosas fizeram uma reviravolta em minha vida, em meu mundo...
    Faltou-me o desprendimento.

    Era tão bom "ver" o amor, era tão bom "saber" de tudo. A vida era Lila. Era Ágape.
    Só que não era. Era euforia.
    Os tão almejados sonhos lúcidos também chegaram. Mas não só dormindo.
    As dispersões, vistas ou ouvidas, não foram acompanhadas de discriminação.
    E os gunas se alternavam.
    Êxtase. Ananda. Euforia. Letargia. Cansaço. Depressão.
    E medo. Medo de tudo, até dos sonhos.
    Pânico!
    E o samsara era tangível.
    E a busca pelo conhecimento correto era intensa, constante e fonte de extremo desgaste.
    E a ninguém cabia o título de "reconhecida autoridade". Exceto ao médico quando me fazia ver o sofrimento de meus familiares.
    Hoje eu tenho outra visão. Passei por uma transformação. Alcancei um estado de consciência que me era desconhecido e com essa consciência vieram outras percepções. Mas na época eu não sabia, ninguém sabia ou melhor, pode ser até que todos soubessem mas a maneira como eu colocava as coisas era muito confusa.



  • Então hoje consigo lidar bem com essas percepções, externas e internas. Não me sinto mais super poderosa ou a mais desgraçada das criaturas.
    Acredito que encontrei um centro. Um ponto interno onde as coisas fazem sentido e possuem um determinado tamanho. Não me sinto igual. Sei que valorizo demais algumas coisas e desvalorizo outras. Estou aprendendo.


  • E o pânico... o pânico não deixou de existir e descobri como é que a gente realmente consegue viver parte da vida sem nunca ter pensado nisso...
    Mas ele não é real, não no sentido concreto, de vida física.
    O medo é físico, concreto. Medo de ficar doente, apreensão quando um filho demora para voltar para casa, medo quando o carro derrapa, medo de morrer. Normal. Faz parte de nosso instinto de preservação, da nossa natureza, do instinto maternal.
    Mas o pânico é interno. Ele não tem um referencial fixo, concreto, que possa ser apontado ou medido. É pânico simplesmente, um estado de terror generalizado.
    Hoje acredito que o pânico é devido às nossas vivências internas, como pesadelos, dos quais a gente não se lembra ao acordar mas que deixam aquela impressão, aquele aperto indefinido. Acredito que ele sempre existiu mas num nível muito profundo, inconsciente. E que não chega nunca a ser realmente definido.



  • Me parece que o pânico surge também de uma nova consciência.
    Você percebe ou intende que algo existe, sua consciência fica um tanto mais ampla e abrange uma parte desconhecida da existência.
    O sistema emocional por exemplo. De repente você se pega avaliando a violência que existe no mundo. Você não consegue elaborar e nem explicar mas você "sente" que "sabe" que é algo que está por ai, "sente" que ela pode te encontrar em qualquer lugar, até "dentro" de você, de seus pensamentos.
    Mas não é assim. É só algo que você não sabia que existia. Uma emoção, um sentimento que você desconhecia e que agora tem que aprender. Aprender a discernir. Aprender a lidar.


O caminho da doença - O caminho da cura -

          


Aos 40 anos, na mágica virada do milênio, recebi um diagnóstico: 
que as vozes que eu estava escutando, o surto de ira incontrolável, os pensamentos rápidos, a euforia, ausência de sono, cansaço, tristeza,
eram sintomas psicóticos devido a um distúrbio de humor bipolar - conhecido como bipolaridade.
 Já se vão 14 anos em tratamento.

 Minha relação com os fármacos nunca foi muito boa
devido aos efeitos colaterais no corpo,
no raciocínio
e nos processos mentais.

        Aos 18/19 anos interrompi um tratamento para desmaios -
diagnosticada como disrritmia cerebral paroxística -
pois me era impossível fazer faculdade estando medicada com Gardenal.
         Nessa época eu perdia os sentidos quando ficava em lugares abafados,
fechados
ou super lotados.
         Disseram-me que ambos os hemisférios cerebrais funcionavam ao mesmo tempo
e eu tinha um "curto-circuito".
         Suspendi os medicamentos e passei a evitar esse tipo de lugares e situações.

         Quando, aos 40 anos, sobreveio a Bipolaridade voltei a brigar com os farmacos.

          Nunca cheguei a considerar os sintomas que eu apresentava
como doença ou como irreais.
Sempre acreditei que o problema se resumia a uma questão muito simples: o comportamento.
         Mas como me comportar de maneira socialmente aceitável com questões que eu desconhecia?
         O diagnóstico que eu mesma fazia
e que os novos conhecimentos me ajudaram a corroborar
era que a euforia, a tristeza, o deslumbramento
ou qualquer outra reação que eu tivesse
devido a uma determinada percepção,
eram a causa da alteração de humor
e não a percepção em si.

         Inicialmente o tratamento consistiu em medicamentos anti psicótico + estabilizador de humor + um comprimidinho "sossega leão"

o surto de violência era algo realmente muito difícil de lidar,
não só o de violência física como e talvez principalmente
a violência e desafio verbal.

         Ao chegar no interior, onde resido até hoje
e iniciar o tratamento com uma psiquiatra os medicamentos foram mudando
de acordo com cada fase pela qual eu passava
até o momento de permanecer somente com o estabilizador de humor
e recorrer ao anti psicótico somente ao perceber um agravamento dos sintomas.

         A BelaFada Dra. Simone foi psiquiatra, psicóloga e, principalmente, amiga.
Considerou as minhas considerações, aceitou a minha família como co-responsáveis pelo tratamento e o medicamento reduziu-se ao mínimo
tendo como nosso "medidor de normalidade" a consistência da fala e a ausência da agitação da fala, dos pensamentos e a motora.
 Durante todos esses anos contei com o apoio da minha família, da psiquiatra e dos amigos e fomos "afinando" esse diagnóstico.
         Para mim ainda não estava bom.
Tomar carbolitium,
fazer exames de sangue regulares...
         Há mais ou menos dois anos começaram os sintomas relativos à menopausa -
a cada dia um sintoma diferente: calores, dores nos ossos, enxaqueca etecétera.

         A quantidade de títulos de fármacos foram aumentando;
a de exames clínicos também -
eu estava cercada de doença por todos os lados
e a maioria com previsão de "tomar remédio por toda a vida".
         Desespero dos desesperos!!!
         Comecei a procurar outras formas de lidar com tudo isso,
pesquisei na net, com amigos, recebi indicações, fiz cursos:
Astrologia, Antroposofia, Cura, Equilíbrio Energético, Equilíbrio Emocional etecétera. 

         Consegui compreender o momento astrológico que vivi naquela época
e que, coincidentemente
correspondia ao "Bug do Milênio" nas comunicações
e a um verdadeiro bombardeio de energias muito conflitantes ao meu signo, Escorpião.

        Comecei também a compreender a menopausa,
numa visão física, emocional e psico-espiritual.

E finalmente comecei a encontrar um aliado para a minha luta pessoal.
Eu não queria a tarja, o estigma de doente mental,
não aceitava deixar de "ver", parar de escrever,
não queria deixar de ter um funcionamento mental analítico, criativo e bem humorado.

Passei tempo demais procurando o porque de ter ficado doente.
Tempo demais procurando o acontecimento alfa
que tivesse desencadeado tamanha diferença em minha vida,
na maneira de ver e escutar o mundo.
Havia um ímpeto interno que se recusava a aceitar um diagnóstico de doença incurável.
Queria o porque de tudo pois acreditava que,
em o possuindo eu poderia advogar em causa própria
e me empoderar dos sintomas que considerava positivos e até supra normais.

         Aquilo para mim ainda era o mesmo que grego antigo traduzido para o português,
mas os estudos foram abrindo caminho
para conceitos muito alheios à toda a minha compreensão e formação.

         E quando eu já estava preparada,
quando os conhecimentos adquiridos no passado começaram a fazer sentido
agora no presente
e quando o conhecimento adquirido na atualidade se encaixaram com o passado
o caminho abriu-se diante de mim,
o Mestre apareceu!

Uma grande amiga me apresentou ao Sistema de Cura Holográfica,
assisti a palestra e pensei:  - Gottcha!
Afinal algo que fazia sentido para mim, graças a Jáh!

Me foi apresentado o Sistema de Cura Holográfica,
o Belo Professor Horácio Frazão,
a física quântica, o retorno da cinesiologia
o retorno da meditação e do relaxamento!

Me encantei!
e iniciei um tratamento no Sistema de Cura Holográfica
com o Professor Horácio Frazão:
um tratamento que considera outras questões além do físico!

A primeira ativação holográfica, conhecida como "shift", foi mágica!
Tenho uma metáfora para isso:
         Me pareceu que todo o cabedal de conhecimento,
adquirido ao longo da vida, estava em uma fila
e esta fila, em algum ponto, estava interrompida.
A ativação liberou esse fluxo.
E tudo fluiu!
O mental Google funcionou! O trânsito estava livre!

         E muitas outras coisas começaram a voltar.
Inclusive a memória agregada ao conhecimento.

Comecei a ser capaz de fazer um balanço da doença.
Em termos clínicos, dos efeitos,  as mudanças...
Enquadrados numa normalidade pessoal e social.

"Uma prece ao que foi, da maneira como foi, pois aqui estou hoje, e hoje estou feliz!"
A segunda ativação foi para os sintomas físicos - dores, dores, e mais dores.
O mantra, a holofrequência, as palestras, o curso ...
Voltei a conversar com o corpo
depois de mais de uma década conversando só com a cabeça.
E o corpo me falou de ancestralidade e sabotadores internos.
"Uma prece aos meus antepassados. Uma prece aos mestres todos!"

Na terceira ativação, o mantra, a holofrequência, a água,
um mergulho no emocional, no ancestral, no macro
me trouxeram de volta a consciência ambiental, planetária.
Voltei a lidar com a energia sexual.
Delícia das delícias!
"Uma prece para a água. Uma prece para o planeta. Uma prece para a cura"

         Ao chegar na quarta ativação conversei com meu marido
e resolvemos que eu suspenderia a bateria de fármacos,
inclusive o estabilizador de humor
e faríamos uma avaliação pelos próximos quarenta dias.
O fato de estarmos sem o convênio da Unimed também
pesou como um ponto favorável
que também estaria nas nossas considerações
afinal convênio é seguro-saúde mas
a base, o alicerce, é a doença ou pelo menos, o medo de ficar doente,
o medo de não ter assistência capacitada e a tempo.

E é nesse ponto que me encontro agora.
A melhor avaliação que faço do tratamento é de um "desatador de nós".
Os mentais, os emocionais, os físicos, psicológicos e espirituais.
Havia sempre um determinado ponto de obnubilação da consciência 
que causava em mim um "estado de loucura mental"
um estado de escuridão tão profundo e doloroso 
que à simples aproximação já fazia tudo voltar ao começo, ao medo.
Um centro na consciência onde a mente não alcançava
e onde residia o pânico.

Costumava chamar esse estado de "cachorro correndo atrás do rabo"
Meu marido dizia que era uma "sinuca de bico"
e dizia que eu precisava de um "jump" kkkk

- como fosse um buraco 
ou uma barreira 
que sugava o sentido 
dos acontecimentos,
dos saberes, dos sentires,
do raciocínio.

A isso eu chamava escuridão.

Insanidade.

De nada levando a lugar nenhum.

E era um nó.

E eu pude perceber exatamente isso acontecendo.

O nó se desfazendo.

E tudo fluindo.

E entendi que a ativação holográfica era o tal do "jump"

 - um caminho entre o nada e lugar nenhum.

         Sensacional!
         Estudar, participar dos cursos, assistir às palestras também tem sido essencial para esse processo.
         Faz parte de encontrar um repertório apropriado
para colocar questões que para mim são essenciais,
baseadas em percepções não usuais.
         Encontrar termos e conceitos para uma compreensão maior
sobre tudo o que tanto estudei e pesquisei e,
numa ótica menos esotérica, mais física, quântica e cósmica e concreta.

Coloquei o macro dentro do micro e coube!
É isso ai!
Estou curtindo muito essa nova maneira de encarar a saúde,
a visão de mundo
e os relacionamentos inter pessoais.

Tenho certeza que meus familiares também estão
- muito embora não seja tão fácil assim
lidar com a quantidade de aspectos e conceitos que a Cura Holográfica envolve.

Acredito firmemente que até meus antepassados,
na eternidade, estão passando por esse processo.

E agora estou perto de estar apta a voltar para o caminho de ir além da mente, além do mental humano, rumo ao Meta Humano! Rumo ao que vem depois da noção do tempo e da noção de espaço.

Com o tratamento veio também, de bônus, um grupo de Amigos Holográficos
nesse lugar mágico onde as consultas e cursos são
ministrados
o Lindo Espaço Enigma,
uma livraria mágica, esotérica
e bem ao estilo de "Brida", do Paulo Coelho.
Hoje sinto-me co-participante da realidade que me envolve 
- ainda em "um mundo particular, só meu", como me disseram uma vez?
a resposta não faz diferença afinal
nada diferente do que é para cada pessoa nessa vida...  
oito bilhões de pessoas ... 
oito bilhões de universos ... 
oito bilhões de mundos.
Não dá para ser igual mesmo
basta ser saudável!

Valeu! Gratidão eterna à todos! Família, amigos, colaboradores, amparadores, visíveis e invisíveis, dimensionais e multidimensionais! Gratidão à Vida, ao Amor e à Paz! Gratidão à Harmonia, à Amizade, e a vós, Tempo!
Paz & Consciência!  Holográfico Abraço!

.01.2015 - Depoimento sobre as mudanças que tenho percebido desde que iniciei o tratamento com o Sistema de Cura Holográfica.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Segredos vegetais - Dércio Marques


"o meu destino, o meu destino é ser um bosque,
com muita flor, muito cipó
que nos enrosque"
Dércio Marques



Segredos Vegetais - Dércio Marques

No meu jardim as flores falam
e sabem ler, sabem entender
a dor que calam.

Quem cala não consente
as flores sabem mais
da dor que a gente sente...
adornos vegetais.

 
Um girassol, um girassol mudou de rua
virou de costas para o sol
namora a lua

E o mal-me-quer e o mal-me-quer
expira e exala
pra coroar seu bem-querer
se despetala

quem cala não consente
as flores sabem mais
em silêncio elas sentem
a dor nos vegetais
segredos vegetais


Se eu pudesse ser madeira
eu queria ser vara de marmelo
carregar fruto maduro
ser doce puro, sol amarelo
da cor do sol

No meu quintal, no meu quintal
bicho da lua
falou assim pro urutau
qual é a sua

Me disse assim um japonês seu Watanabe
por mais que o homem seja ruim
que não se acabe

Quem cala não consente
as flores sabem mais
da dor que a gente sente
a dor nos vegetais
segredos vegetais



O meu destino, o meu destino é ser um bosque
 com muita flor,muito cipó que nos enrosque

quem cala não consente
as flores sabem mais
a dor que a gente sente
a dor nos vegetais
 

se eu pudesse ser roseira
queria ser roseira bem cheirosa
pra enfeitar moça faceira
morena bela, mulher formosa

o meu jardim, o meu jardim
é atrás de um prédio
onde o jasmim disse: ai de mim
morro de tédio

disse o angelim ao alecrim
que o amor é um duende
amor é coisa de jardim
flor não se vende
 

 
quem cala não consente
as flores sabem mais
em silêncio elas sentem
segredos vegetais

no meu jardim, no meu jardim
nasce uma hera
me surpreendeu em pleno abril a primavera

o meu destino, o meu destino é ser um bosque
com muita flor, muito cipó
que nos enrosque






letra da música Segredos Vegetais by: Clube Caiubi de compositores:  http://clubecaiubi.ning.com/profiles/blogs/d-rcio-marques-encantou-se-segredos-vegetais#ixzz3R3Pps0HU